sexta-feira, 12 de junho de 2009

Famílias escritoras (4)

A FLORESTA DE PEDRA

Há muito e muito tempo, numa terra em que os ricos se evidenciavam, existia um pobre homem que, pela sua fraca sorte na vida, se tinha tornado mendigo.
Era um homem que vivia na rua e durante o dia pedia esmola na praça, onde o comércio reinava e os que se consideravam mais abastados eram homens sem coração. Mesmo assim, todos os dias ele tinha a coragem de voltar àquela praça para arranjar algumas moedas e matar a fome.
Uma certa noite, quando vagueava num lugar sombrio e feio, por ele passou um homem que se dirigia para a floresta. O mendigo logo o chamou e disse-lhe que não fosse por ali, pois quem lá entrasse nunca mais saía. Este, a cavalo, depressa lhe agradeceu e perguntou poderia pernoitar. O mendigo indicou-lhe uma estalagem e foi recompensado com uma moeda.
Correndo com a moeda na mão, o mendigo dirigiu-se à casa de uma senhora viúva e com três crianças para sustentar, à qual logo entregou a moeda que tinha recebido, pois quando o marido desta senhora era vivo, ajudou-o bastante e como gratidão para com esta família, ele entregava tudo o que recebia àquela pobre mulher.
Mas uma tarde, uma cabra faltou a um dos comerciantes daquela praça. Era uma cabrinha simpática que costumava vir roubar um bocadinho de pão ao mendigo. Logo o acusaram de a ter roubado, ao qual ele respondeu que nem casa tinha para a esconder. Mesmo assim, todos se juntaram para o maltratarem, até que o homem a cavalo apareceu e lhes perguntou se tinham a certeza das acusações que faziam. Cegos pelo ódio e com vontade de violência, responderam que só ele poderia ter sido…Pouco depois aparece a cabrinha ao pé de uma banca de legumes. Todos se dirigiram para a sua banca de comércio sem pedirem desculpa ao mendigo e o mais cruel dos comerciantes, dizia que assim ele tinha aprendido a lição.
Desorientado e ferido, o mendigo foi despedir-se da viúva e dos seus filhos, dizendo que ia pedir para outra cidade, pois ali ele já não era bem-vindo. A viúva com muita pena daquele que tanto a tinha ajudado, ofereceu-lhe comida e uma moeda, o que ele recusou, e desapareceu na noite.
Andou durante muito tempo e já exausto, caiu por terra e ali mesmo adormeceu.
De manhã, foi acordado por três criaturas horrendas que lhe perguntaram o que fazia ali. Ao ver tais criaturas, soube logo onde estava; na FLORESTA DE PEDRA. O mendigo desculpou-se, dizendo que se tinha perdido e que não tinha intenção de entrar nas suas terras. Mas logo o levaram ao seu rei, para que ele dissesse o que fazer ao mendigo.
Ao entrar numa gruta, o mendigo deparou-se com uma sala, toda ela repleta de pedras preciosas e sentada num pequeno trono, uma pequena criatura também horrenda, que lhe perguntou que fazia ali. Novamente se desculpou, dizendo que se tinha desorientado durante a noite e ali foi parar. O rei, sentado nesse trono, logo lhe perguntou se a sua verdadeira intenção não seriam as suas pedras preciosas. O mendigo respondeu que não, que tinha ido lá parar por acaso.
Então o rei, pediu-lhe duas das suas riquezas ao qual ele respondeu nada ter; apenas a sua vida. O rei insistiu e pediu-lhe novamente duas das suas riquezas. Não tendo mais nada para oferecer, o mendigo entregou-lhe a tigela de barro com que pedia e o cajado que o ajudava a andar. Satisfeito, o rei colocou a tigela na cabeça, fazendo dela a sua coroa e pegou no cajado na mão direita fazendo dele o deu ceptro real. A seguir ordenou aos seus súbditos que entregassem ao mendigo todas as pedras preciosas que ele pudesse carregar.
Regressando à sua cidade, mais rico do que todos os comerciantes e proprietários das terras e casas, comprou uma enorme quinta repleta de animais, verdes prados e árvores de fruto. A seguir foi buscar a senhora viúva e os seus filhos para com eles constituir uma família.
Naquela mesma hora, na praça dos comerciantes, um burburinho se passava. Eram todos os comerciantes intrigados com a grande riqueza do triste mendigo, todos se perguntando como poderia ser ele agora o mais rico.
Entretanto, chega à praça o rico mendigo e logo se foram juntar a ele todos os comerciantes, principalmente o mais cruel e avarento de todos, para saberem de onde vinha aquela riqueza instantânea. A pergunta foi feita e o rico mendigo respondeu com toda a verdade; disse que foi parar à floresta de pedra por acaso e que o rei dessa floresta lhe tinha dado toda a riqueza que pudesse em troca da sua tigela e do seu cajado.
Ora, avarento, o comerciante pensou que, se em troca de duas peças sem valor, o rei da floresta de pedra deu ao mendigo umas quantas riquezas, se ele lhe levasse riquezas de verdade, o rei de certeza lhe daria muito mais. E assim fez; levando um cavalo carregado de tudo quanto era seu, dirigiu-se à floresta de pedra.
Quando lá chegou, foi recebido pelas três criaturas horrendas a quem disse que queria ver o seu rei, pois trazia todas as suas riquezas para lhe oferecer.
Assim, foi levado ao encontro do rei horrendo e este lhe perguntou o que trazia lá. O comerciante cruel respondeu-lhe que vinha trazer todas as suas riquezas àquele reino. O rei disse-lhe que ele era muito bondoso e que aceitava de bom grado a sua oferta se ele aceitasse em troca a maior riqueza daquele reino. O comerciante prontamente aceitou e entregou todas as suas riquezas. O rei ficou impressionado com tantas peças valiosas e disse ao comerciante que ele merecia a maior riqueza daquele reino.
Levantando-se, o rei foi ao encontro do comerciante cruel e entregou a maior riqueza do seu reino: a sua coroa e o seu ceptro. O comerciante ficou sem palavras e, manhoso como era, disse ao rei que não podia aceitar tal dádiva, mas que se contentava com algumas pedras preciosas. Então o rei insistiu e disse-lhe que não podia dar a um homem tão bondoso apenas pedras, mas sim a coroa e o ceptro que eram a riqueza maior do seu reino.
Ora, o comerciante não teve escolha, a não ser aceitar e sair dali com a tigela e o cajado do mendigo.
Voltando à cidade, o comerciante cruel não tinha mais nada de seu, pois tinha vendido tudo o que possuía para impressionar o rei horrendo. E assim sendo não lhe restava mais nada a não ser pedir esmola na praça dos comerciantes.
Com a tigela na mão e agarrado ao cajado, o comerciante cruel implorava por esmola, mas ninguém o ajudava. Entretanto, chegava à praça o mendigo rico, que ao ver aquele homem esfomeado, sentiu pena e o convidou para sua casa, onde a comida nunca lhe faltaria.

FAMILIA ESCRITORA DO ALUNO: JOSÉ MANUEL GONÇALVES FERREIRA 3ºANO/TURMA 2

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Famílias escritoras (3)

O PORQUINHO GULOSO

Clara, a cabritinha, está bastante aborrecida; tem que ir ao médico e não encontra ninguém que a substitua. Ela vende gelados deliciosos…
- Eu gostava de ajudar-te – disse Maçapão, o porquinho cor-de-rosa. Adoro gelados!
- Deves servir os clientes e não comer nada. Volto daqui a uma hora.
Tanta gente ao balcão!... Maçapão serve gelados sem parar: de chocolate, de baunilha, de morango, de pistáchio… É muito cansativo. Sente um pouco de fome e come alguns cornetos e depois alguns cones…
Come de tal modo, que acaba com tudo!
Entretanto, chega Cinzentão, o elefante.
- Quero quatro cornetos de chocolate, se faz favor.
- Não tenho – responde o Maçapão.
- Não tem importância, dá-me de baunilha – responde Cinzentão.
- Estou mesmo aborrecido – confessa Maçapão – comi todos os cornetos. Que é que vou fazer?
Tenho uma ideia – diz Cinzentão. Vou debruçar-me sobre o balcão e aspirar o resto dos gelados com a minha tromba!
- Podes tentar, mas eu não sei se a Clara vai gostar – responde Maçapão.
Quando Clara regressou, não havia cornetos, nem cones, nem gelados.
Cinzentão tinha ido embora. Só ficara Maçapão, que chorava num canto!
- Não é grave – disse Clara – eu perdoo-te.
Da próxima vez escolhe uma sapataria.
Vai ser mais fácil para ti.

FAMÍLIA ESCRITORA DA ALUNA: ADRIANA MARIA AZEVEDO MOREIRA
3º ANO/ TURMA 2

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Famílias escritoras (2)

UMA ILHA NO MEIO DO MUNDO

Era uma vez uma menina, que perdeu a sua mãe quando era muito pequenina, tinha ela dois anos.
Era uma família muito grande, eram onze filhos, e eram muito pobres. Seu pai trabalhava como jardineiro numa quinta.
Rosinha acompanhava muitas vezes seu pai, porque os seus irmãos mais velhos, todos trabalhavam na agricultura.
Sua avó materna chamava-se Ana, e Rosinha gostava muito da sua avó porque ela lhe dava muitas vezes comida e carinho, mas infelizmente também a perdeu aos três anos de idade.
Cresceu, a sonhar com uma vida diferente, e gostava de ter aprendido outras coisas. Nunca andou na escola, não aprendeu a ler nem a escrever, e aos oito anos foi trabalhar para casa de um agricultor, a tomar conta de animais: vacas, ovelhas e cavalos.
Aos dezassete anos perdeu o seu querido pai.
Trabalhou sempre na agricultura até aos seus vinte anos, quando um dos seus irmãos, que não via há muitos anos, lhe propôs sair do país. Rosinha ficou toda entusiasmada e logo aceitou.
Rosa imediatamente se preparou e embarcou. Passou treze dias no mar, sem saber onde iria desembarcar. Esta jovem, rapidamente sentiu um clima diferente e foi então que avistou uma ilha muito bonita e tropical; era a ilha de S. Tomé e Príncipe.
Logo ali, Rosa pressentiu que iria ser muito feliz. Lá a esperavam quatro dos seus irmãos, que há muito tempo não via. Era uma ilha muito verde, com lindas praias e um clima maravilhoso. Depressa se adaptou, aprendeu a ler e a escrever, trabalhou na padaria do seu irmão e, nas horas vagas, tirou um curso de costura.
Ao fim de dez anos, conheceu um português, pelo qual se apaixonou, casou-se e nasceu uma linda filha.
Rosa conseguiu encontrar a felicidade numa ilha no meio do mundo.
Essa menina é a minha querida avó materna!

FAMÍLIA ESCRITORA DA ALUNA: MARIA DA COSTA OLIVEIRA
3º ANO/ TURMA 2

terça-feira, 9 de junho de 2009

Famílias escritoras (1)

O PROMETIDO É DEVIDO

Era uma vez uma menina pequena e brincalhona que ia cedo para a escola, só para jogar à macaca que estava marcada, há anos, no mesmo lugar.
Ela gostava de estudar, mas tinha, como qualquer outro aluno, dúvida na compreensão de algumas matérias ou as lições mal estudadas. Contudo, não deixava de ser uma aluna aplicada, sossegada, responsável que não cometia muitos erros e cuidava dos seus trabalhos.
Um dia, porém, na hora do ditado diário, em que não era costume dar erros, saiu das «normas» que a professora apresentava. Ela dissera que aquele aluno que cometesse mais do que um erro, apanharia «bolos» nas mãos ou reguadas. Esta menina ficou triste porque tinha algumas amigas que recebiam esse «presente» todos os dias, mas longe de pensar que podia ser uma das apontadas.
Qual não foi o seu espanto, ao saber que essa condição a tinha atingido.
Recebeu o ditado e como não era costume, viu que a professora não estava disposta a castigá-la. Falou muitas vezes no assunto, olhou muitas vezes para ela e tomou uma decisão.
O castigo foi-lhe aplicado.
Sofreu a professora e sofreu a menina, mas a palavra tinha de ser cumprida.
Percebeu ela, então, o ditado popular «O prometido é devido». Ela mostrou e a professora também, que por muito que nos custe, ou faça sofrer, a palavra dada não deve voltar atrás, atinja quem atingir.
Talvez esta menina levasse as amigas a pensar que nem sempre os castigos são penalizadores e os elogiados são elogiados.
A vida dá muitas voltas, mas a justiça deve ser aplicada, sempre!

FAMÍLIA ESCRITORA DO ALUNO: MIGUEL ANDRÉ CARVALHO ARAÚJO
3º ANO /TURMA 2

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Aqui está outro trabalho relacionado com o Livro "VIH, O Bicho da Sida". Os alunos do 4.º ano 2 decidiram fazer um pequeno vídeo sobre o livro com ilustrações feitas pelos próprios. Foi muito divertido para eles fazerem este trabalho pois gostaram imenso do livro e das suas ilustrações.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

domingo, 26 de abril de 2009

o bicho da SIDA


Depois de ler o livro "O Bicho da SIDA", de Rui Zink, os alunos do 4º ano (turma 2) imaginaram como é que ele seria e fizeram estas ilustrações:

Vitória

Valter

Tiago

Rúben

Rui

Pedro

Paulo

Nuno

Luís

Diogo

Diogo Carvalho

Diana

Deolinda

Daniel

Cláudia

Cátia

Alexandre

Alexandra

Adriana

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A Páscoa

A Ana, do segundo ano, decidiu partilhar connosco a forma como decorreu a Páscoa na sua aldeia:

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A Senhora Neve

No segundo período nós, meninos do 4.º ano (2), fizemos a banda desenhada da história "A Senhora Neve" e decidimos fazer um vídeo com ela. Esperamos que gostem do nosso trabalho.