terça-feira, 1 de junho de 2021
O dia Mundial da Criança em Cavalões
quarta-feira, 19 de maio de 2021
Entrevistamos Bernardino Machado, na sua biblioteca de Paredes de Coura
Os alunos do quarto ano da escola de Outiz (2020/2021) estavam a estudar a vida de Bernardino Machado e decidiram construir uma máquina do tempo para viajar até 1944 e entrevistar este famoso famalicense.
Instalaram uma aplicação muito especial: o “Zoom Temporal”. Com esta aplicação conseguiram fazer uma vídeo-chamada no tempo e aí encontrar Bernardino Machado na sua poltrona em Paredes de Coura.
sábado, 24 de abril de 2021
o meu livro...
Os alunos do 4º ano da EB1 de Outiz escolheram um livro e partilharam porque gostam tanto dele.
Esta dinâmica, muito frequente nas escola, foi partilhada para celebrar o Dia Mundial do Livro.
quinta-feira, 22 de abril de 2021
Entrevista a Bernardino Machado
Olá,
nós somos os alunos do quarto ano da escola de Outiz.
Como
estamos a estudar a vida de Bernardino Machado, decidimos construir uma máquina
do tempo para viajar até 1944 e entrevistar este famoso famalicense. Chegamos a
Paredes de Coura e encontramos Bernardino Machado a descansar na sua poltrona,
junto à lareira. Com um ar cansado, mas doçura nas palavras, ele recebeu-nos e
respondeu às nossas perguntas.
-
Caro senhor Bernardino Machado, quais são as suas origens?
-
Meus queridos meninos, eu nasci na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, em 1851.
O meu adorado pai era português e a minha preciosa mãe era brasileira.
-
Sabemos que veio para Portugal muito novo. Como foi a sua infância?
-
Foi uma infância muito feliz, vivida em dois países. Até aos oito anos vivi no
Brasil, mas depois tive de viajar com os meus pais para Portugal. O meu pai, o Barão
de Joane, levou-me para a sua terra onde cresci e pouco a pouco fui-me tornando
cada vez mais português e menos brasileiro.
-
E como foi a sua vida de estudante? Gostava da escola?
-
Eu era um aluno trabalhador e esforçado. Adorava aprender. Algumas pessoas
diziam que eu era um aluno brilhante. Comecei a estudar no Porto e aos quinze
anos entrei na Universidade de Coimbra para estudar matemática e filosofia. Eu
adorava a escola. Foi graças a ela que aprendi tantas coisas sobre o Homem.
-
Ouvimos dizer que era um bom pai. Pode falar-nos sobre a sua vida em família?
-Eu
tenho uma família muito grande. Casei com trinta anos com a minha amada Elzira
Dantas. Ela tinha dezasseis anos quando casou comigo e ajudou-me a criar dezanove
filhos e ainda conheci quarenta e sete netos. Adorei ser pai. Brincava com os
meus filhos, tirava-lhes fotografias, mas estava sempre a trocar-lhes o nome. Imaginem
como era na hora do almoço: “Oh… filhos e filhas, vinde comer!”
-
Qual foi o seu maior desafio como educador?
-
Eu tive mais do que um desafio que acho importante referir. Aos vinte e oito
anos fui convidado para ser professor catedrático na Universidade de Coimbra.
Ensinei a disciplina de antropologia, pois sempre me interessei pelo ser
humano. Como sempre acreditei que a educação é para todos, criei as primeiras
escolas para cegos, surdos e mudos; abri o ensino para as meninas e para os
pobres e criei os primeiros cursos profissionais que ensinavam uma profissão.
-
É verdade que foi monárquico e republicano? Como é que isso é possível?
-
Eu comecei a minha carreira política como deputado e ministro do rei. Esta era
a única maneira de conseguir mudar a sociedade para melhor. Mandei construir
faróis ao longo da costa portuguesa para evitar mais desastres marítimos. Decidi
ligar Portugal Continental e os Açores com telégrafo para acelerar a comunicação
com as ilhas. Em 1903, eu estava tão descontente com o rei que decidi aderir ao
partido republicano. Sete anos depois eu era um dos pais da jovem República que
ajudei a nascer.
-
O que se passou durante a primeira república? Foram anos agitados…
-
Ui… Agitados? Foram mais do que agitados. Foram anos difíceis! (Disse, com
uma lágrima a escorrer pelo rosto) Para mim foi muito duro, mas para o país
foi pior. Quarenta e cinco governos e oito presidentes em dezasseis anos… Greves
e revoltas por todo o país… E o nosso exército a morrer na Primeira Guerra
Mundial… Mas o pior de tudo foi a traição do meu ex-aluno Sidónio de Pais...
Roubou-me a Presidência da República e condenou-me ao exílio em Espanha e França.
Só consegui voltar à minha pátria amada em 1919. Pela segunda vez fui senador,
chefe do governo, Presidente da República, deposto e exilado! Em 1926 assisti
ao final da primeira República com a revolta do general Gomes da Costa. Mais
uma vez parti para o exílio.
-
Também ficou conhecido como um resistente à Ditadura de Salazar. Como foram
esses anos?
-
Como não podia lutar porque estava no exílio, escrevi muitas cartas para
denunciar os malefícios da ditadura e para lembrar aos portugueses que poderiam
ter uma vida melhor. Em 1939 começou a Segunda Guerra Mundial e eu e os outros
exilados voltamos para Portugal. Mas Salazar não me deixou voltar para casa.
Tive de ficar aqui, em Paredes de Coura, na casa do meu sogro. Há quatro anos
que vivo aqui, no meio destas lindas montanhas. Sinto-me cada vez mais cansado
e doente, mas ainda penso que o mais importante é a verdade. “Busque-se a verdade,
não para a fechar e deter como um mistério, mas para enriquecer com ela, o
património comum.”
(O seu rosto iluminou-se num belo sorriso)
-
Estamos muito agradecidos pelas suas respostas, pela sua disponibilidade e
simpatia.
-
Foi um prazer conhecer-vos e responder às vossas perguntas. Deem um grande
abraço aos vossos pais, não se esqueçam de estudar muito, defendam sempre os
vossos direitos e nunca se esqueçam de dizer sempre a verdade.
Entramos na nossa máquina do tempo, marcamos o ano de 2021 no relógio e voltamos para casa contentes por conhecer este ilustre famalicense. Para terminar a nossa investigação combinamos encontrar-nos no cemitério do Moço Morto, em Gavião, Vila Nova de Famalicão para deixar uma flor no seu túmulo.
Texto coletivo, baseado na maleta pedagógica:
Museu Bernardino Machado.
Alunos do 4º ano da EB1 de Outiz (2020/2021)
terça-feira, 3 de novembro de 2020
Animais de Outono
quinta-feira, 12 de março de 2020
Famalicão a ler - EB1 de Outiz
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
Projeto "Eu na Natureza" - chegou o outono
Todos tiveram a oportunidade de ver um pomar com frutas, um bosque de castanheiros, uma vinha gigante e vários tanques de água cheios de plantas e sapinhos coaxantes.
A visita começou pelo pomar onde havia macieiras, laranjeiras, nogueiras, limoeiros, carvalhos, figueiras e pereiras. Aí os alunos espalharam-se pelo meio das árvores de fruto e recolheram muitas peças de fruta, folhas e insetos que levaram para a escola.
Também viram armadilhas para as moscas que o senhor Guilherme explicou como funcionam. Estas eram penduradas nas árvores usando garrafas de plástico com quatro pequenos furos e um líquido que atraía as moscas fêmeas, assim a fruta não ganhava bicho e não era preciso usar produtos químicos.
O chão do pomar estava cheio de eras, trevos e ervas altas que chegavam aos braços dos meninos mais pequenos. As árvores já tinham poucos frutos porque a colheita já tinha sido feita e as copas estavam todas pintadas de verde, amarelo e castanho. Havia uma laranjeira com uma copa tão frondosa que parecia uma casa com janelas e portas!
De seguida foram ver as videiras que estavam dispostas em linhas paralelas, bem organizadas e que faziam um efeito visual muito bonito. Recolheram folhas caídas, uvas secas e repararam que não havia uvas porque a vindima já tinha sido feita.
Seguiram em direção aos castanheiros e, quando lá chegaram, viram que o chão estava cheio de cogumelos, insetos, ouriços e de castanhas. De repente começou a chover com muita intensidade e tiveram de ir embora, à procura de um abrigo que estivesse próximo. Acabaram por se reunir numa espécie de arrecadação junto à entrada da quinta onde se organizaram para regressar à escola.
De volta à escola, juntaram os materiais recolhidos numa mesa rica e muito colorida que encheu o pavilhão de cores e cheiros de outono.
Foi uma manhã diferente, mas muito divertida que querem repetir.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
Sessão de sensibilização para o Daltonismo
Ao longo de uma hora, uma equipa da ColorADD, uma técnica de oftalmologia e duas representantes da CEVE (empresa patrocinadora desta atividade) explicaram que o daltonismo é uma condição com que muitas pessoas nascem e vivem. Também explicaram que o daltonismo não é uma doença, não se pega e que há cerca de 350 milhões de pessoas daltónicas por todo o mundo, a maioria delas sem o saber!
Durante a apresentação ficaram a conhecer o “ColorAdd”, um sistema de símbolos que ajuda os daltónicos a distinguir as diferentes cores. Entretanto os alunos tiveram a oportunidade de ver o mundo como um daltónico, através de uns óculos especiais que tiravam a cor aos objetos. Com esses óculos tiveram de identificar os lápis de cor e de pintar desenhos, sem conseguir ver as cores que estavam a usar.
Foi uma atividade muito interessante pois permitiu que os alunos fossem sensibilizados para o Daltonismo e permitiu identificar alunos que têm dificuldades em distinguir as cores, bem como dificuldades de visão.
sábado, 8 de fevereiro de 2020
Visita à Universidade Lusíada
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
dia do pijama na EB1 de Outiz
Logo de manhã todos chegaram à escola de pijama. Os pijamas eram fofinhos e coloridos. A sala estava diferente: espaçosa, quentinha e confortável para receber toda a escola. Na sala os professores leram a história “Todos de Pijama” para os alunos aprenderem que há crianças que não têm a sorte de ter um pijama seu.
Depois foram lanchar, brincar e almoçar, sempre de pijama vestido.
À tarde os alunos, professores e auxiliares gravaram o videoclipe da música e da dança da “Missão Pijama”. O videoclipe era mexido e engraçado porque puderam cantar, dançar, saltar e gritar por toda a escola. A seguir os meninos do terceiro ano viram um filme a comer pipocas. O filme era divertido e educativo porque falava sobre a origem das cartas ao Pai Natal. As saborosas pipocas foram oferecidas por uma colega aos seus amigos.
Vejam o videoclipe:
Texto: turma 3OUT



